Eu sou Leve, e você?

Vivo falando do Leve e da minha nutri. Há dias, ou talvez, semanas, prometo que contaria para vocês como é que, funciona, afinal, esse programa, essa tal escolhinha  para aprender a comer da qual venho participando. Melhor do que eu, é deixar que a nutri Flavia Felippe conte. (:

Leve trabalha com as questões alimentares, sem uso de medicamentos, através da mudança gradual e consciente do estilo de vida com o aprendizado de novos hábitos alimentares e comportamentais. O enfoque do programa é multidisciplinar e engloba conteúdos da área da nutrição, psicologia, pedagogia e educação física dando suporte para o fortalecimento dos indivíduos em sua autoestima e potencialização na busca de uma vida melhor.

Orientar a forma equilibrada de se alimentar para a manutenção da saúde e a conquista do bem-estar físico e psicológico, é a proposta do Leve Flavia Felippe – Educação Alimentar. Pois ser Leve é uma opção de vida, um jeito de ser, de pensar, de agir! Espie o site e seja Leve para sempre!
Flavia Felippe
Nutricionista doutorada na área de obesidade

Um giro de 180º

Olá. Meu nome é Mariana Guatimozin, tenho 27 anos (desesperada por estar quase nos 30) e sou uma ex-sedentária. Atividade física só fez parte da minha vida quando eu era criança. Fazia natação e depois street dance, lá pelos 9. Passado isso, a única me concentrei em levantar da cama e ir pro sofá, do sofá pra cozinha, da cozinha pra cama. Minha alimentação sempre foi desregrada e regada a muitos “fedorzitos”, refrigerante, chocolate, enfim, besteiras em geral.

Aos 19, ganhei o maior presente que uma mulher pode ganhar. Minha filha Fabíola, a Bibi, que me fez mais feliz e, infelizmente, mais gorda…rsrsrsrs. Nunca fui magrinha tipo mignon. Na adolescência era magra. Mas sempre tive coxa grossa, bunda grande, costas largas. Ainda assim, de uns 3 anos pra cá, engordei muito. Do meu peso normal, que variava entre 55 e 63 kg, pulei para 86 kg.
Eu sempre me dizia feliz. A gordinha divertida que todos gostavam de ter por perto. Ouvia comentários do tipo como “tu és tão bonita, pena que tá gordinha” como se fosse a frase que iria mudar minhas atitudes – só que não. Minha família e meus amigos mais próximos viviam dizendo para eu fazer algo para mudar.
Até há pouco, eu não via problemas em ser como eu era. Achava quem gostasse de mim de verdade tinha que gostar assim. Certo e errado! As pessoas que gostam de mim de verdade, preocupam-se com meu bem-estar e saúde. Por isso, cobravam tanto. Em especial, a minha hermana, comadre e amiga, Tábata, que fez as vezes da Carol na minha vida. Vivia me cobrando. Nunca esqueço de um dia que, conversando pelo Face, ela disse: – Mariana, não queria te dizer nada, mas até quando tu vai continuar engordando? Ja passou de todos os limites tchê, te mexe!
Mesmo assim eu não me dava conta do mal que eu estava fazendo a mim. Até que um belo dia, ao ter que subir duas vezes seguidas uma escadaria relativamente curta, eu passei mal de verdade. Fiquei sem ar e não conseguia chamar ajuda. Sorte que eu tive calma, consegui retomar o ar e respirar. Mas o susto me fez pensar no que estava acontecendo comigo. Cheguei em casa e fui pro Face, como sempre fazia, e numa dessas vi um post da Maria Xica (que eu já seguia por adorar o estilo da loja) falando sobre o Antes que eu exploda. Dei uma bisbilhotada no blog.
Gente,l endo a história da Oti, super me identifiquei, chorei inclusive. Na mesma hora, mandei o link pra minha hermana Tábata que leu junto comigo! Rimos muito quando ela disse que cada um tem a Carol que merece…rsrsrsrs. Daí em diante, minha vida deu um giro de 180º (porque de 360 volta pro mesmo lugar e eu jamais voltarei).
Fiz a matrícula em uma academia e comecei por conta própria um tipo de reeducação alimentar, apenas substituindo os alimentos “gordos” por alimentos integrais e lights. Refrigerante, eu aboli da minha vida. Salgadinhos, frituras e chocolate também. E o principal, do que eu tenho mais orgulho, parei de fumar!
Hoje, 13,5 kg mais magra e mais saudável (iniciei minha mudança em junho), digo com a maior certeza que qualquer pessoa consegue. É só ter força de vontade e ter a sorte de encontrar no seu caminho pessoas como a Oti, que dividem suas experiências e nem imaginam a proporção do impacto que podem causar na vida de alguém que está acomodado, com a bunda sentada na frente de um computador nesse momento, desejando que sua vida mude em um estalar de dedos. Gentche, nada vem de graça e tudo exige um sacrifício e muitas renúncias.
“Fazer o bem sem olhar a quem” e “gentileza gera gentileza” são duas frases que se encaixam perfeitamente na descrição da Oti. Obrigada pelo empurrão e gooo, que ainda temos um longo percurso pela frente. 😉
 Mariana Guatimozin

Apaixonada por aniversário

Sempre gostei desta data e sempre mesmo, desde pequenina, contava os dias para que ela chegasse. Era daquelas que, na época de escola, colocava no quadro negro: faltam tantos dias… (e ainda sou, faço contagem regressiva). Ai de quem esquecesse. Eu lembrava na marra. Tipo assim: hoje é meu aniver, pode me abraçar. Quando fazia festas, dizia para os meus pais que iria chamar só uns amigos. Logo a casa estava atrolhada.
Confesso que quando comecei a beirar os 30, fiquei meio nervosa. Ainda lembro de um dia que me disseram que depois dos 18 anos tudo passaria voando. Na época não entendia como tudo poderia passar voando. Hoje entendo. Esse tal de tempo que atropela.
Mas no meu aniver, faço que nem no ano-novo. Retrospectiva completa. Revejo tudo o que passou. Sinto saudades. Fico feliz. Tenho orgulho. Também parafuso sobre como algumas coisas poderiam ter sido diferentes. Penso nos sorrisos, nos amigos, na família, nas cumplicipades, nas pessoas que se foram e nas pessoas que vieram para ficar. Um pequeno resumo de tudo. E, enfim, sinto aquele suspiro bem fundo. Aquele de agradecimento. Estou aqui, estou viva.
E vamos lá, mais um ano. Mais oportunidades, mais querer mais, mais sonhos. No meio de tudo isso, o que mais me estimula nesses 32 aninhos completados hoje, é compreender como a gente muda (graças a Deus), como se percebe tudo diferente. Quanto mais se avança o futuro, que se torna presente, mais bate aquele desejo de querer ser cada vez melhor. Aquela sensação de que é preciso deixar coisas boas nesse mundo. Plantar a sementinha do amor. A maturidade faz bem. E já sei que aos 40 vou dizer isso novamente. Mesmo com tudo isso, ainda me sinto aquela mesma criança na espera do dia 17 de outubro.
Para comemorar o meu dia, irei (na verdade, já estou) na pizzaria. A mesma na qual fui ano passado. A mesma que a minha família costuma ir em datas especiais. Há um ano não como pizza. Em vez de chamar de dia do lixo, agora, chamo isso de refeição programada. Mais uma mudança vinda com o Leve Flávia Felippe. Outro dia, conto melhor do que se trata para vocês. Hora de comemorar com os meus amores. ❥

Continua firme

Dia desses foi engraçado. Um guri que cuida da rua que, aliás, conheço desde pequena – quando era piá, levava ele e outras crianças lá em casa para tomarem Nescau e comer um pão e, na Páscoa, minha mana Carol e eu sempre dávamos um pouquinho do nossos chocos –, começou a gritar quando me viu subindo. Não sei por qual motivo, mas ele me chama de Capitu…hihihi.

Aproximou-se dizendo: – Bahh, mas como tu emagreceu! Tu andava bem…aí fez aquela cara que enche as bochechas, sabe? Não usou a palavra gordaaaa. Foi delicado, apesar de estar gritando pela rua. Respondi que sim, que estava emagrecendo. U-huuuuuu, continua firme, ele completou. Ri muito! Adorei 😉

Vai com fé

Semana passada minha mami ligou bem feliz para saber quanto mais eu tinha emagrecido. Por vezes, essa expectativa das pessoas meio que me deixa para baixo. Sinto um olhar diferente. Percebo que, antes de qualquer coisa, querem ver se a minha barriga está menor. Sei que é bobagem, e também sei que é uma caminhada longa, ainda mais que a minha meta é grande.

Na verdade, quando resolvi fazer o Antes que eu exploda, sabia que iria lidar com essas cobranças. Ainda assim, dessa vez, chateou ter de dizer que na real não emagreci e, pelo contrário, talvez até tivesse engordado uns gramas. Justo comparado até então, que só tinha tido resultados positivos.

No entanto, como eu sempre digo, cabeça é tudo. Os pensamentos são o mais importante para a mudança. Assim, no mesmo instante que respondi borocoxô, já completei focada no fato disso não ser o problema. Afinal, o objetivo continuava, a busca mantinha-se e me animei.

É um constante policiamento com os pensamentos e as atitudes. Um cuidado especial com você que, às vezes, fica mais sensível. Maaaas, já sei o porquê. Tá pertinho do meu aniver. Inferno astral. Eu que amo o meu aniver…hihihi. Se rola uma fase difícil, o lance é se respeitar, não se crucificar e, acima de tudo, seguir em frente. Vem comigo! Love

Alimentação saudável e diver

À esquerda, minha nutri e coordenadora da gincana, Flávia Felippe

Galera, o Leve Flavia Felippe, programa de reeducação alimentar do qual participo, vai promover uma gincana mega diver neste sábado, 5, a partir das 10h, no Parcão (Parque Moinhos de Vento), aqui em Porto Alegre, RS. Voltada tanto para crianças quanto para adultos que estão a fim de exercitar a busca pela alimentação gostosa e saudável em forma de brincadeiras ao ar livre, a “Gincana Caça ao Tesouro” vai começar no Monumento Castelo Branco, que fica próximo à Avenida 24 de Outubro.

As inscrições podem ser feitas pela fanpage do Leve Flavia Felippe ou pelo e-mail atendimento@leveflaviafelippe.com.br. Para os atrasadinhos…hihihi…também serão aceitas na hora. Em troca da contribuição de de R$ 20,00, cada participante receberá uma camiseta bem tri, que poderá ser retirada numa das unidades do Leve – Parcão, Lindoia ou Zona Sul. Quer mais informações? Clique aqui.

Vamos combinar, depois de dois finais de semana cinzentos e chuvosos, não tem coisa melhor do que aproveitar o dia, com previsão de soooool, na rua. E por falar em aproveitar, estica até às 14h e faz uma visitinha ao estande da Maria Xica no Cult Bazaar, evento que liga a cultura urbana com moda, música, design, arte digital, fotografia, artesanato e comportamento, que vai rolar na Rua Comendador Caminha, também bem em frente ao Parcão. Juntos da Oi Gracia, preparamos diversas novidades e produtinhos exclusivos. Caso São Pedro mude de ideia, e chova, ambos eventos serão transferidos. Façam figa e apareçam!

Meu almoço, hora feliz!

Ultimamente noto que a galera vem se preocupando mais com a saúde. Com a proximidade do verão, então, ainda mais. Porém, vejo que muitas dessas pessoas não sabem se alimentar ou me dizem: – ahh estou fazendo dieta, não como nada, cortei o carbo. Só como salada, estou só no pasto. Não como depois das 18h… Escuto cada coisa. Na verdade, coisas que eu também já fiz.

Quando resolvi emagrecer, foi na hora certa. Estava preparada para isso. Abri minha cabeça para um novo estilo de vida. Busco uma vida mais saudável. Quero realizar o sonho de ser mãe e todos os outros que, para viver, exigem saúde. Resolvi que não teria nenhuma atitude extrema. Não queria mais uma vez emagrecer 14 kg em um mês (sim, eu fazia essa proeza) e engordar 20 depois. Efeito sanfona, saiiii de mim! Durante bastante tempo me preocupava em emagrecer somente para entrar em uma roupa e tal.

Me ofereceram de tudo. Cirurgia, boleta, redução de estomago. Mas eu sabia onde estava o meu problema. Na cabeça. E foi por ali que eu comecei. Desejo que esse processo seja uma coisa para vida. Disciplina e amor a si acima de tudo. Mais do que isso, quero transmitir para outtras pessoas o que tenho aprendido. Que comer bem é muito mais do que um corpinho sarado. Estar bem consigo melhora tudo.

Gente, olha tudo o que eu como no almoço. É claro que nem todos os dias consigo organizar uma refeição tão farta em salada. Mas sempre dou um jeito. Meu almoço tem 3 etapas, como mostra a foto. Bem colorido e completo. Em 3 horinhas já estou comendo de novo. A vez do lanchinho.

Não é mágica nenhuma. Basta abrir a mente para o novo e obter resultados. Tem de ser forte e ter amor. O processo, que iniciei sozinha, hoje conta com o acompanhamento do Leve Flávia Felippe, um grupo de reeducação alimentar ou, como a própria Flávia, nutricionista à frente do projeto diz, uma escolhinha de aprender a comer. A melhor coisa de tudo isso é saber que, enfim, estou junto de profissionais e pessoas que, como eu, acreditam que é possível emagrecer de forma saudável e para toda a vida. Gooo!

O exercício da transformação

Depois de um finde mara na praia de Salinas, claro que rolou aquela vontade de uns 10 dias a mais. Mas, ao contrário, passei por uma daquelas segundas-feiras que fazia tempo que não vivia. Chamei de segunda maluca. Além de tudo que aconteceu, foram aparecendo várias coisinhas pequeninas para resolver. Exercitei minha mente para ficar bem. Não consegui fazer tudo que precisava na Maria Xica. Ainda assim, para a minha alegria, o movis na loja foi super bom. E como é bom começar a semana com visitas queridas. Foi o que na verdade me manteve bem nesse dia maluco. Já no final…estava com aquela dor de cabeça. Só queria minha cama, meu quarto, minha Lilika.

Porém, tinha meu encontro no Leve, com a nutri Flávia e as meninas do grupo. Era meu compromisso. Já tinha faltado na semana anterior, devido ao trabalho. Liguei para Flávia com aquela voz, tipo, não vou, estou mal. Ela sequer deu brecha para as minhas explicações. – O que tu estás fazendo que não estás vindo para cá? Segui resmungando em vão. – Então tá, Oti, estou te esperando. Ou seja, não tive alternativa e fui.Vesti meu look fitness – pois vou na pernada – e foi a melhor coisa do dia. A dor de cabeça passou, tirei dúvidas, verifiquei que emagreci 200 gramas (é pouco mas considero positivo), aprendi coisas novas. Sem contar que a noite estava especial para caminhar.

Cheguei tão bem em casa que, hoje, logo cedo, mandei e-mail para Flávia agradecendo. A resposta? Não poderia ser mais motivadora. “Bom que viesse, Oti. No exercício de prestar atenção em si, se conhecer, é que vamos aprendendo a se cuidar e a dar respostas certas ao que o corpo e a cabeça necessitam. Assim, passamos a discriminar fome e vontade de comer e também as outras sensações como sono, tristeza, medo, alegria, ansiedade. Ontem, sair do estress e vir falar e se cuidar, te tirou do foco, te fez relaxar e se cuidar”. Ter gente que torce pela gente é bom demais. E quando se busca por mudanças, encontrar um profissional assim, mais do que fundamental, é uma benção. Obrigada, Flávia!

Anorexia nervosa: o que é e como tratar

Até agora falou-se muito sobre as questões relacionadas ao comer em excesso. Mas o que acontece com algumas pessoas quando apresentam uma perda importante de peso causada por uma restrição alimentar por consequência de um medo intenso e irracional de engordar? Neste caso, podemos estar diante de um transtorno chamado de anorexia nervosa. Esse transtorno alimentar caracteriza-se principalmente pela recusa em se alimentar por temer, de forma exagerada, engordar. As pessoas que desenvolvem este transtorno alimentam-se de uma maneira rígida e insuficiente. Tem início quase sempre na adolescência, mas isso não quer dizer que não encontraremos este transtorno em crianças e em pessoas acima dos 20 ou 30 anos. Pode aparecer logo depois de um evento traumático ou depois de uma dieta para perder peso.

O quadro avança para anorexia quando a dieta e a perda de peso subsistem até que a pessoa atinge níveis de peso muito inferiores aos esperados para a sua idade, perdendo a autocrítica sobre a situação. Mesmo estando extremamente magras, enxergam-se e percebem-se gordas. Muitas vezes as pessoas demoram a procurar ajuda porque a ideia fixa de se manter magra confunde-se com os valores contemporâneos.

Para se manterem magras, fazem atividade física em excesso e abusam de laxantes e diuréticos, chegando a provocar vômito depois das refeições. Tendem a procurar ajuda especializada depois de muitos anos sofrendo com o transtorno. Isso acontece porque negam estar doentes e, muitas vezes, utilizam-se de um discurso de que todo mundo quer ser magro ou dão verdadeiras aulas de como a obesidade pode ser algo muito perigoso para a saúde.

A anorexia possui um índice de mortalidade alto, entre 15 a 20%. Geralmente mata por parada cardíaca, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração). O tratamento com especialistas, que inclui psicólogos, psiquiatras e nutricionistas, tem como objetivo fazer com que a pessoa obtenha um comportamento alimentar normal “sem medo e sem culpa”. Afinal de contas, uma boa refeição deve gerar prazer e não culpa!

Eva Maria Fayos Garcia
Psicóloga

O tal do equilíbrio

Nem lembro mais a idade certa. Foi entre os 18 e os 21 anos. Não fui uma criança obesa. Era saudável e bem moleca. Daquelas que jogava futebol e taco. Dei uma engordadinha aos 15. Como já era época de se arrumar e tal, passei a me preocupar com o fato de me manter em forma. Ficar gorda nem passava pela minha cabeça. Saúde? Também não. Sequer ligava uma coisa a outra. Comecei a correr. Mantinha um horário sagrado para treinar.

Foi aí que a coisa ficou séria. Queria emagrecer e treinar cada vez mais. Para continuar no time no qual jogava futebol, não podia engordar. Muita pressão. Ser magra virou minha obsessão. Só pensava nisso. Dos 18 aos 19 anos, passava o dia na ACM. Fazia todas as modalidades possíveis. Mesmo quando já estava num peso legal e com um corpão, queria mais. Achava que estava gorda. Parei de comer. Desmaiei em alguns jogos. Total distorção de imagem. Meus amigos da ACM notaram e começaram me alertar.

Assim seguiu até que eu fui passar as férias de verão junto da minha mãe, que notou o que estava acontecendo. Fomos ao médico. Pesava 54 kg, bem abaixo do ideal para a minha estatura. No máximo, meu peso variava entre 58 e 62 kg. O diagnóstico? Estava em processo de anorexia. A mamis passou os 2 meses cuidando da minha alimentação. Iniciei terapia e contei com o apoio da minha amiga Graça, que sempre dizia que eu estava linda. Aos poucos, fui melhorando.

Do 8 ao 80, hoje busco o equilíbrio. Sei que estou no caminho certo. O importante é estar bem consigo e saudável. O bom de tudo que passei é que serviu de lição. Cresci e aprendi. Quisera ter essa maturidade aos 20 aninhos. Quando falavam, eu não entendia. No entanto, não há nada que o tempo não resolva. Ah, o tempo.