Um giro de 180º

Olá. Meu nome é Mariana Guatimozin, tenho 27 anos (desesperada por estar quase nos 30) e sou uma ex-sedentária. Atividade física só fez parte da minha vida quando eu era criança. Fazia natação e depois street dance, lá pelos 9. Passado isso, a única me concentrei em levantar da cama e ir pro sofá, do sofá pra cozinha, da cozinha pra cama. Minha alimentação sempre foi desregrada e regada a muitos “fedorzitos”, refrigerante, chocolate, enfim, besteiras em geral.

Aos 19, ganhei o maior presente que uma mulher pode ganhar. Minha filha Fabíola, a Bibi, que me fez mais feliz e, infelizmente, mais gorda…rsrsrsrs. Nunca fui magrinha tipo mignon. Na adolescência era magra. Mas sempre tive coxa grossa, bunda grande, costas largas. Ainda assim, de uns 3 anos pra cá, engordei muito. Do meu peso normal, que variava entre 55 e 63 kg, pulei para 86 kg.
Eu sempre me dizia feliz. A gordinha divertida que todos gostavam de ter por perto. Ouvia comentários do tipo como “tu és tão bonita, pena que tá gordinha” como se fosse a frase que iria mudar minhas atitudes – só que não. Minha família e meus amigos mais próximos viviam dizendo para eu fazer algo para mudar.
Até há pouco, eu não via problemas em ser como eu era. Achava quem gostasse de mim de verdade tinha que gostar assim. Certo e errado! As pessoas que gostam de mim de verdade, preocupam-se com meu bem-estar e saúde. Por isso, cobravam tanto. Em especial, a minha hermana, comadre e amiga, Tábata, que fez as vezes da Carol na minha vida. Vivia me cobrando. Nunca esqueço de um dia que, conversando pelo Face, ela disse: – Mariana, não queria te dizer nada, mas até quando tu vai continuar engordando? Ja passou de todos os limites tchê, te mexe!
Mesmo assim eu não me dava conta do mal que eu estava fazendo a mim. Até que um belo dia, ao ter que subir duas vezes seguidas uma escadaria relativamente curta, eu passei mal de verdade. Fiquei sem ar e não conseguia chamar ajuda. Sorte que eu tive calma, consegui retomar o ar e respirar. Mas o susto me fez pensar no que estava acontecendo comigo. Cheguei em casa e fui pro Face, como sempre fazia, e numa dessas vi um post da Maria Xica (que eu já seguia por adorar o estilo da loja) falando sobre o Antes que eu exploda. Dei uma bisbilhotada no blog.
Gente,l endo a história da Oti, super me identifiquei, chorei inclusive. Na mesma hora, mandei o link pra minha hermana Tábata que leu junto comigo! Rimos muito quando ela disse que cada um tem a Carol que merece…rsrsrsrs. Daí em diante, minha vida deu um giro de 180º (porque de 360 volta pro mesmo lugar e eu jamais voltarei).
Fiz a matrícula em uma academia e comecei por conta própria um tipo de reeducação alimentar, apenas substituindo os alimentos “gordos” por alimentos integrais e lights. Refrigerante, eu aboli da minha vida. Salgadinhos, frituras e chocolate também. E o principal, do que eu tenho mais orgulho, parei de fumar!
Hoje, 13,5 kg mais magra e mais saudável (iniciei minha mudança em junho), digo com a maior certeza que qualquer pessoa consegue. É só ter força de vontade e ter a sorte de encontrar no seu caminho pessoas como a Oti, que dividem suas experiências e nem imaginam a proporção do impacto que podem causar na vida de alguém que está acomodado, com a bunda sentada na frente de um computador nesse momento, desejando que sua vida mude em um estalar de dedos. Gentche, nada vem de graça e tudo exige um sacrifício e muitas renúncias.
“Fazer o bem sem olhar a quem” e “gentileza gera gentileza” são duas frases que se encaixam perfeitamente na descrição da Oti. Obrigada pelo empurrão e gooo, que ainda temos um longo percurso pela frente. 😉
 Mariana Guatimozin