Meu almoço, hora feliz!

Ultimamente noto que a galera vem se preocupando mais com a saúde. Com a proximidade do verão, então, ainda mais. Porém, vejo que muitas dessas pessoas não sabem se alimentar ou me dizem: – ahh estou fazendo dieta, não como nada, cortei o carbo. Só como salada, estou só no pasto. Não como depois das 18h… Escuto cada coisa. Na verdade, coisas que eu também já fiz.

Quando resolvi emagrecer, foi na hora certa. Estava preparada para isso. Abri minha cabeça para um novo estilo de vida. Busco uma vida mais saudável. Quero realizar o sonho de ser mãe e todos os outros que, para viver, exigem saúde. Resolvi que não teria nenhuma atitude extrema. Não queria mais uma vez emagrecer 14 kg em um mês (sim, eu fazia essa proeza) e engordar 20 depois. Efeito sanfona, saiiii de mim! Durante bastante tempo me preocupava em emagrecer somente para entrar em uma roupa e tal.

Me ofereceram de tudo. Cirurgia, boleta, redução de estomago. Mas eu sabia onde estava o meu problema. Na cabeça. E foi por ali que eu comecei. Desejo que esse processo seja uma coisa para vida. Disciplina e amor a si acima de tudo. Mais do que isso, quero transmitir para outtras pessoas o que tenho aprendido. Que comer bem é muito mais do que um corpinho sarado. Estar bem consigo melhora tudo.

Gente, olha tudo o que eu como no almoço. É claro que nem todos os dias consigo organizar uma refeição tão farta em salada. Mas sempre dou um jeito. Meu almoço tem 3 etapas, como mostra a foto. Bem colorido e completo. Em 3 horinhas já estou comendo de novo. A vez do lanchinho.

Não é mágica nenhuma. Basta abrir a mente para o novo e obter resultados. Tem de ser forte e ter amor. O processo, que iniciei sozinha, hoje conta com o acompanhamento do Leve Flávia Felippe, um grupo de reeducação alimentar ou, como a própria Flávia, nutricionista à frente do projeto diz, uma escolhinha de aprender a comer. A melhor coisa de tudo isso é saber que, enfim, estou junto de profissionais e pessoas que, como eu, acreditam que é possível emagrecer de forma saudável e para toda a vida. Gooo!

Ao meu amor, a dança

Quando perguntam o que eu amo, a primeira coisa que me vem em mente é: DANÇAR!!!! Aquele momento em que eu danço é mágico. Tenho a impressão que o mundo para, que nada mais importa, que nada mais existe além daquela dança. Eu, por alguns segundos, esqueço quem sou, esqueço da minha história, da minha profissão, dos problemas, da família, dos amigos e sobra apenas a felicidade e o prazer daquele momento.

Comecei a dançar aos 10 anos. Essa paixão nasceu do ballet clássico que eu fiz até completar os 18. Na época, foi uma bela lesão no joelho que me tirou das salas de aula. Junto disso, a necessidade de encarar a vida adulta me manteve distante daquilo que sempre me fez feliz. Com a faculdade à noite, trabalhando no comércio e ainda precisando se sustentar, não sobrava tempo nem dinheiro para a prática. O fato é que o tempo foi passando e aquele amor ficou guardado, mas sempre presente, sempre me cutucando e sufocando. Bastava e ainda basta ouvir uma música na qual é possível dançar (sem preconceitos) e lá estava eu, batucando onde desse, me balançando, me segurando ao máximo para não sair dançando. Afinal de contas, estava na fila de um supermercado, na beira da praia, lugares nada próprios para alguém sair dançando. A não ser que realmente fosse maluca ou estivesse numa cena de um musical de Hollywood.

O fato é que eu precisava voltar de alguma maneira, precisava estar em contato. Sentia sempre que estava prestes a explodir caso eu não dançasse logo. Durante esse período, de 10 anos longe do meu ballet, fui apresentada à dança de salão. Pronto, virei amante dessa modelidade também. Experimentei algumas escolas da cidade e, em várias delas, não conseguia me sentir à vontade. Faltavam algumas coisas que sempre me acompanharam na minha antiga escola de ballet: os amigos, os relacionamentos. Amigos esses que até hoje continuam presentes na minha vida e cito com muito orgulho. Desta vez, eu precisava dar mais um passo importante, pois descobri que além de dançar, eu também queria novos amigos.

Após diversas experimentações, houve uma escola, em especial, que me conquistou. Foi ali que fui mais acolhida, que ninguém torceu o nariz ou virou a cara (sim, isso aconteceu algumas vezes). Ali, eu tive a impressão que quando cheguei as pessoas abriram os braços e sorriram para mim. São jovens, cheios de vida, de energia boa. As aulas são descontraídas. As pessoas não estão ali puramente pela técnica, mas veem desse lugar uma forma de se encontrar, se divertir e dançar.

Hoje encaro a dança como um lazer. É isso que ela representa na minha vida. Como toda sensação gostosa, vicia, e cada vez mais você quer estar perto. Começa com duas vezes na semana e, se deixar, você não sai mais de dentro da escola o que, por fim, acaba fortalecendo as amizades e virando uma família. É assim, feliz, que hoje, com alguns meses de escola, me sinto parte da família do Clube da Dança e agradeço pelo carinho, pela parceria e pela alegria contagiante dessa galera que me mantém próxima da dança.

O exercício da transformação

Depois de um finde mara na praia de Salinas, claro que rolou aquela vontade de uns 10 dias a mais. Mas, ao contrário, passei por uma daquelas segundas-feiras que fazia tempo que não vivia. Chamei de segunda maluca. Além de tudo que aconteceu, foram aparecendo várias coisinhas pequeninas para resolver. Exercitei minha mente para ficar bem. Não consegui fazer tudo que precisava na Maria Xica. Ainda assim, para a minha alegria, o movis na loja foi super bom. E como é bom começar a semana com visitas queridas. Foi o que na verdade me manteve bem nesse dia maluco. Já no final…estava com aquela dor de cabeça. Só queria minha cama, meu quarto, minha Lilika.

Porém, tinha meu encontro no Leve, com a nutri Flávia e as meninas do grupo. Era meu compromisso. Já tinha faltado na semana anterior, devido ao trabalho. Liguei para Flávia com aquela voz, tipo, não vou, estou mal. Ela sequer deu brecha para as minhas explicações. – O que tu estás fazendo que não estás vindo para cá? Segui resmungando em vão. – Então tá, Oti, estou te esperando. Ou seja, não tive alternativa e fui.Vesti meu look fitness – pois vou na pernada – e foi a melhor coisa do dia. A dor de cabeça passou, tirei dúvidas, verifiquei que emagreci 200 gramas (é pouco mas considero positivo), aprendi coisas novas. Sem contar que a noite estava especial para caminhar.

Cheguei tão bem em casa que, hoje, logo cedo, mandei e-mail para Flávia agradecendo. A resposta? Não poderia ser mais motivadora. “Bom que viesse, Oti. No exercício de prestar atenção em si, se conhecer, é que vamos aprendendo a se cuidar e a dar respostas certas ao que o corpo e a cabeça necessitam. Assim, passamos a discriminar fome e vontade de comer e também as outras sensações como sono, tristeza, medo, alegria, ansiedade. Ontem, sair do estress e vir falar e se cuidar, te tirou do foco, te fez relaxar e se cuidar”. Ter gente que torce pela gente é bom demais. E quando se busca por mudanças, encontrar um profissional assim, mais do que fundamental, é uma benção. Obrigada, Flávia!

Anorexia nervosa: o que é e como tratar

Até agora falou-se muito sobre as questões relacionadas ao comer em excesso. Mas o que acontece com algumas pessoas quando apresentam uma perda importante de peso causada por uma restrição alimentar por consequência de um medo intenso e irracional de engordar? Neste caso, podemos estar diante de um transtorno chamado de anorexia nervosa. Esse transtorno alimentar caracteriza-se principalmente pela recusa em se alimentar por temer, de forma exagerada, engordar. As pessoas que desenvolvem este transtorno alimentam-se de uma maneira rígida e insuficiente. Tem início quase sempre na adolescência, mas isso não quer dizer que não encontraremos este transtorno em crianças e em pessoas acima dos 20 ou 30 anos. Pode aparecer logo depois de um evento traumático ou depois de uma dieta para perder peso.

O quadro avança para anorexia quando a dieta e a perda de peso subsistem até que a pessoa atinge níveis de peso muito inferiores aos esperados para a sua idade, perdendo a autocrítica sobre a situação. Mesmo estando extremamente magras, enxergam-se e percebem-se gordas. Muitas vezes as pessoas demoram a procurar ajuda porque a ideia fixa de se manter magra confunde-se com os valores contemporâneos.

Para se manterem magras, fazem atividade física em excesso e abusam de laxantes e diuréticos, chegando a provocar vômito depois das refeições. Tendem a procurar ajuda especializada depois de muitos anos sofrendo com o transtorno. Isso acontece porque negam estar doentes e, muitas vezes, utilizam-se de um discurso de que todo mundo quer ser magro ou dão verdadeiras aulas de como a obesidade pode ser algo muito perigoso para a saúde.

A anorexia possui um índice de mortalidade alto, entre 15 a 20%. Geralmente mata por parada cardíaca, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração). O tratamento com especialistas, que inclui psicólogos, psiquiatras e nutricionistas, tem como objetivo fazer com que a pessoa obtenha um comportamento alimentar normal “sem medo e sem culpa”. Afinal de contas, uma boa refeição deve gerar prazer e não culpa!

Eva Maria Fayos Garcia
Psicóloga

O tal do equilíbrio

Nem lembro mais a idade certa. Foi entre os 18 e os 21 anos. Não fui uma criança obesa. Era saudável e bem moleca. Daquelas que jogava futebol e taco. Dei uma engordadinha aos 15. Como já era época de se arrumar e tal, passei a me preocupar com o fato de me manter em forma. Ficar gorda nem passava pela minha cabeça. Saúde? Também não. Sequer ligava uma coisa a outra. Comecei a correr. Mantinha um horário sagrado para treinar.

Foi aí que a coisa ficou séria. Queria emagrecer e treinar cada vez mais. Para continuar no time no qual jogava futebol, não podia engordar. Muita pressão. Ser magra virou minha obsessão. Só pensava nisso. Dos 18 aos 19 anos, passava o dia na ACM. Fazia todas as modalidades possíveis. Mesmo quando já estava num peso legal e com um corpão, queria mais. Achava que estava gorda. Parei de comer. Desmaiei em alguns jogos. Total distorção de imagem. Meus amigos da ACM notaram e começaram me alertar.

Assim seguiu até que eu fui passar as férias de verão junto da minha mãe, que notou o que estava acontecendo. Fomos ao médico. Pesava 54 kg, bem abaixo do ideal para a minha estatura. No máximo, meu peso variava entre 58 e 62 kg. O diagnóstico? Estava em processo de anorexia. A mamis passou os 2 meses cuidando da minha alimentação. Iniciei terapia e contei com o apoio da minha amiga Graça, que sempre dizia que eu estava linda. Aos poucos, fui melhorando.

Do 8 ao 80, hoje busco o equilíbrio. Sei que estou no caminho certo. O importante é estar bem consigo e saudável. O bom de tudo que passei é que serviu de lição. Cresci e aprendi. Quisera ter essa maturidade aos 20 aninhos. Quando falavam, eu não entendia. No entanto, não há nada que o tempo não resolva. Ah, o tempo.

Mente quieta, espinha ereta e coração tranquilo

Para o Loucura Total acontecer na Maria Xica, são 5 dias de promo direto na loja do Shopping Total. Correria. Muitas horas em pé, falando com um monte de gente, tudo ao mesmo tempo. Conhecendo novos clientes, revendo os antigos. É muito divertido. Tenho de confessar. Depois de alguns dias, escuto a bandinha tocando lá no fundo e dá saudade. Dancei tudo que é musica, sim tudo…hihihi. Corpo em movis gastando energia. Clima de festa! Nesses dias de Loucura não fui na academia. Dessa vez, deixei a galera avisada. Pois lá não tem ruim. Faltou? O pessoal já se preocupa.

Alimentação é complicado. Desde que iniciei evito comer industrializados. Fermis e Carol, que são as responsáveis pelo rango, procuram fazer o mais natureba possível. Não é so emagrecer, é ter saúde! Então, nesses 5 dias apesar de eu ter organizado lanchinhos, não foi tão fácil. Ainda mais que, na maiorias das vezes, não consegui seguir à risca a alimentação de 3 em 3 horas. Praticamente impossível. Cadaz vez que comia, ficava mega atucanada pensando no que meu corpo iria armazenar. Isso porque, nem imaginava quando iria conseguir comer de novo. Entrei nessa neura. Coisa que não pode acontecer.

Por isso, hoje, quando acordei cansada, com dores em todo corpo, como se tivesse corrido uma maratona, pensei: – amanhã tudo já volta ao normal. Relax, dona Otília, manter o foco é preciso, mas ficar neurótica faz mal. É corpo, mente e alma.